segunda-feira, 20 de junho de 2022

2022 / Fim do cortejo da Padroeira do Tejo e dos Avieiros

 

Todas as deusas da água são a mesma. Hoje, aportada a padroeira dos Avieiros e do Tejo e findado esse cortejo ibérico de bateiras, falou-se como quem reza de um rio esvaziado, de barragens obsoletas, de poluição, de exaustão dos recursos, de falta de concertação governamental. Depois de um cruzeiro encalhado nos bancos de um rio sem água, a Santa regressa a Vieira de Leiria cheia de si, o seu indicador de gesso perfurando de razão os ares.




terça-feira, 19 de outubro de 2021

Lenda de Santa Iria

Pedestal de cal e areia revestido a pedra e encimado com a imagem que deu o nome a Santarém, Santa Iria ou Eirena. Existem duas datas, 1644 e 1775. Encontra-se situado na Ribeira de Santarém, junto da margem direita do Rio Tejo. Pode ler-se a seguinte inscrição:

A D. S IRENAM OR D. INIS DL NEDIOTI
HICTAGVS IRENASACROTEGITOSSA SE PVLCHRO
QV.ª VTVIRCO MARTIR EVLGETINARCEPOLI

in “Santarém Monumental – Roteiro” de Octávio da Silva Paes Mendes


''Conta a história que na antiga Nabância (Tomar) nasceu Iria, uma bela jovem. Desde cedo, Iria descobriu a sua vocação religiosa e entrou para um mosteiro. A região era governada pelo príncipe Castinaldo, cujo filho Britaldo tinha por hábito compor trovas junto da igreja de S. Pedro.

Um dia, Britaldo viu Iria e ficou perdidamente apaixonado por ela. Ficou doente de amor e, em estado febril e desesperado, reclamava a presença da jovem. Temendo o pior, os pais foram buscá-la. Iria pediu-lhe que a esquecesse, porque o seu coração e o seu amor eram de Deus.

Britaldo concordou, sob a condição de que ela não pertencesse a mais nenhum homem. Passados tempos, Britaldo ouviu rumores infundados de que Iria tinha atraiçoado a sua promessa e amava outro homem. Furioso, seguiu-a num dos seus habituais passeios ao rio Nabão, apunhalou-a e atirou o seu corpo à água.

O corpo de Iria foi levado pelas águas até ao Zêzere e daí ao Tejo. Foi encontrado junto da cidade de Scalabis (Santarém), encerrado num belo sepulcro de mármore. O povo rendeu-se ao milagre e, a partir de então, a cidade passou a chamar-se de Santa Iria, mais tarde Santarém.

Cerca de seis séculos depois, as águas do Tejo voltaram a abrir-se para revelar o túmulo à rainha D. Isabel, que mandou colocar o padrão que ainda hoje se encontra na Ribeira de Santarém.''



segunda-feira, 18 de outubro de 2021

O rio Nabão

 

O rio Nabão é um rio português afluente do rio Zêzere que passa na cidade de Tomar. Nasce no concelho de Ansião, no lugar dos Olhos de Água, e a ele junta-se, a cerca de 10 km de Tomar, a nascente do Agroal, já no concelho de Ourém.  Ao rio Nabão anda associada a lenda de Santa Iria. Nos últimos anos o rio Nabão tem sido alvo de descargas poluidoras, com origem em indústrias e ETAR's.


quinta-feira, 9 de setembro de 2021

INSPIRATIONS / INSPIRAÇÕES

Wuthering Heights, Andrea Arnold. 2011 

Divina Comédia, Oliveira. 1991


The Sacrifice, Tarkovsky. 1989

Save and Protect, Sokurov. 1989 

Terra do não retorno, Patrick Mendes. 2020 

Rom by Menelaos Karamaghiolis (1989)

EQUIPA ARTÍSTICA: Elenco - Kim Ostrowskij




fotografia de Sabrina D. Marques 
KIM OSTROWSKIJ, actriz

Natural de Goiânia (Brasil, 1997), Kim Ostrowskij é uma jovem actriz, bailarina, modelo e ilustradora luso-brasileira, que reside entre Lisboa e Setúbal. Conta com um trajecto académico nas artes da representação, tendo-se formado ainda no Brasil, desenvolvido os seus estudos em Espanha e, posteriormente, em várias formações complementares no Teatro Animação de Setúbal e no Teatro O Bando. No cinema, participou nos filmes ‘‘Look No Further’’, de André Marques, ‘‘Nem sempre é tarde de mais’’, de António Aleixo, e protagonizou a curta-metragem ‘‘Pas de Confettis’’ de Bruno Ferreira. Protagonizou o teledisco ‘‘Strong Enough to Pray’’ de Frankie Chavez. É actualmente agenciada pela Elite Lisbon. 



EQUIPA ARTÍSTICA: ELENCO - Protagonista

 

fotografia de Sabrina D. Marques 

MARTA MARIZ, actriz

Marta Mariz (Barcelos, 2002). Actriz, modelo e estudante. Durante 3 anos, frequentou a formação em expressão dramática do Teatro Gil Vicente, em Barcelos. Integra o Grupo de Teatro da FEUP desde 2019. Em cinema, protagonizou a curta-metragem ‘‘Matilde’’, realizada por Ana Mariz (2019). Modelo agenciada, desfilou pela marca Marques Almeida para o Portugal Fashion 2021. 


EQUIPA ARTÍSTICA: Banda Sonora - Sangre Cavallum


SANGRE CAVALLUM - banda sonora

Sangre Cavallum (Sangue do Rio Cavalum) é uma banda calaica de Neo-folk formada em 1997. Os membros da banda são B.Ardo, Corrina Ardo, Jorge Ricardo, R. Coutinho, A. Rangel e Emanuel Mello da Cunha e incluem participações de Gerhard. Em 1998, publicaram o primeiro trabalho, ‘‘Alborada do Douro - Cantares da Terra Castreha’’. Em 2004, lançaram o primeiro álbum, ‘‘Barbara Carmina’’, trabalho que os sinalizou como uma das melhores bandas nacionais do seu género. Em 2006, lançam o álbum ‘‘Barco do Vinho’’ que incluiu temas da banda austríaca Allerseelen. Os Sangre Cavallum recorrem a diversos instrumentos, que vão desde os instrumentos tradicionais, como gaita de foles, lira ou flauta ibérica, à captação de sons de pedras. As suas letras, inspiradas pela tradição local, recorrem frequentemente à cultura autóctone, com a utilização de poemas e dizeres populares.

Discografia

Álbuns

(1998) - Alborada do Douro - Cantares da Terra Castreja

(2004) - Barbara Carmina

(2006) - Pátria Granítica

(2006) - Barco do Vinho (split com Allerseelen)

(2007) - Veleno de Teixo 

Compilações 

(2007) - Troadouro - Retrospectiva 1997-2007

(2007) - Retrospectiva 1997-2007


Participações


(2003) - Wir rufen deine Wolfe 

(2004) - Tyr Vol.2

(2011) - Steinklang Industries II 2005-2006

(2011) - Mit Fester Hand - Allerseelenlieder (colaboração com Blood Axis)


NABIA DE CALLAECIA, deusa dos rios, das águas e da guerra

Do instinto e força natural,

Ensina-nos a soberania,

Que brota dos pensamentos e intuições elevados

Como um cume de uma montanha

Que recebe as luzes solares,

Assim são as luzes da sabedoria,

Sabedoria de quem conhece o mais profundo de si.

Oh, Nábia das tribos,

Seu escudo e espada

São nossa proteção diária.

Um fogo sempre aceso

Mantém-nos unidos em sua presença

Diante de ti não tememos,

Guarda da nossa união,

Das nossas conquistas,

Guia e protetora das nossas batalhas,

Ao teu nome rendemos cada vitória.

Nábia, senhora das águas,

Do entremeio dos mundos,

Mãe nutridora,

De ti vem a fertilidade das nossas vidas,

O conhecimento íntimo da nossa existência humana,

Guia-nos, nos mistérios da vida e morte.

Nábia da Callaecia,

Relembramos o teu nome

E rendemos graça,

Como nos tempos antigos,

Estás viva!

(Poema tradicional)

PHOTO-STUDIES / estudos de personagens






fotografias/gifs de Sabrina D. Marques e Ana Isabel Mariz 





PHOTO-STUDIES / mood

fotografias de Sabrina D. Marques 
 

Inspirations / Inspirações: